domingo, novembro 27, 2005

O Pai que falava musica com o Filho

A semana foi bem estranha. Noticias surreais pipocaram na mídia e em minha vida.

Um “novo Buda” surgiu no Nepal, na forma de um garoto que esta meditando a seis meses embaixo de uma arvore. O vaticano proibiu o show da Daniela Mercury porque a moça foi ou é estrela de um campanha de conscientização do uso da camisinha. Lula sendo ridicularizado (mais uma vez) por seu discurso new age no seu programa de radio, onde pede a popularização para ser mais otimista. Fora da mídia, um amigo me conta que finalmente conseguiu se comunicar com o seu filho autista, eles estão falando musica.

O falar musica para meu amigo surgiu quando ele percebeu que o menino que não se comunicava, gostava de musica e usava canções para explicar ao pai o que queria e sentia. Ele passou a usar essas canções como linguagem e suas caixas de CDS viraram dicionários, portais de linguagem com o garoto.

Incrível, não? Tão incrível quanto a igreja católica condenar o uso da camisinha num mundo em que Aids mata mais que a fome ou ridicularizarem o Presidente por pedir as pessoas que olhem pro lado positivo da vida. Não sou a favor do Lula e nem gosto de discutir política, mas prefiro acender uma vela a maldizer a escuridão e talvez seja por que esse mundo atual não sabe a diferença entre realistas e pessimistas que o moleque do Nepal calou-se para o mundo e esta em busca de seu Nirvana.

Também busco meu Nirvana e fujo (como o diabo foge da cruz) de gente que tenta contaminar a todos com seus discursos de fim de mundo. Por isso que de tudo que li e vi, termino ou começo a semana com a lembrança desse amigo falando musica com o filho, fato que me da esperança de que possamos um dia encontrar uma linguagem comum e nos tornamos realmente apenas um.


Frank
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