quarta-feira, novembro 02, 2005

Dia dos Vivos

Não quero voltar para as estrelas, antes de ver um mundo mais justo. Sei que parece utopia, sonho de hippie maluco; mas mesmo diante de tantos absurdos, ainda tenho fé nesse mundo.

Quero carregar comigo a lembrança de uma mulher assumindo o papado em Roma; quero ver o governo da China e o Dalai Lama apertando as mãos e concordando que terra não se possui, se cuida e se ama.

Quero estar vivo para ver o meu tio dar carta de alforria aos seus pássaros, depois de perceber que canto de passarinho livre é redondo, dentro da gaiola é quadrado.

Quero ler nos jornais que o ultimo homem bomba quase matou todo mundo com risadas ao explodir seu arsenal de piadas, pois compreendeu que um tornado de palavras é mais forte que uma chuva de pedradas.

Quero ver o moço no ônibus guardando o papel de bala no bolso ao invés de jogar pela janela; pois já compreendeu que seu pequeno gesto de respeito aos outros, faz uma grande diferença para a mãe terra.

Quero ver as pessoas trocando o Dia dos Mortos pelo Dia dos Vivos e como fazem os mexicanos,deixando pra tras cemitérios vazios e lotando ruas e avenidas; para celebrar que a morte não é tristeza, pranto e sim, apenas parte da vida e os mortos devem ser lembrados com alegria.

Quero acima de tudo, carregar no peito a imagem de crianças famintas por livros, com o olhar brilhante e mãos estendidas; esperando um novo conto, uma nova fabula, uma outra historia que lhes tragam esperança e alegria, pois somente a educação e o prazer da leitura servirão de ponte para que elas tornem meu sonho algo mais que uma utopia.


Frank

4 comentários:

Lu disse...

Ah...Frank....como vc inspira as pessoas com esses textos...
é só olhar para um texto teu que a gente sái de óculos cor-de-rosa.
obrigada, amigo.

Hildemberg disse...

Excelente, crônica, Frank!

Já repassei a meus amigos (citando a autoria e o blog).

Abraços,

H.

Elô disse...

Ah que delícia é "ler" vc, amado amigo das estrelas. Que delícia é essa sensação de proximidade e carinho que nos une. Não há distâncias quando há afeto. Eu já lhe reconhecia antes mesmo de lhe conhecer pessoalmente nessa existência. Vc ia falando de vc, de suas experiências no seus escrivinhados, mesmo estando em outros continenentes, e eu sentia aqui, que moço bonito é esse que fala com o meu coração????

Sim, querido amigo é o DIA DOS VIVOS...o dia que comemoramos uma passagem, uma transformação. E a transformação está acontecendo a todo instante, mas a minha pergunta é será que podemos perceber?

Para onde estamos olhando? Para que aspectos da VIDA? Queriamos que o mundo fosse mais JUSTO, talvez porque a gente ainda não perceba que o tempo da fruta amadurecer é dela, talvez porque tenhamos pressa, e desejamos que TUDO JÁ SEJA AGORA. É como se vissemos uma mulher grávida de um mes e desejassemos que o bebe nascesse agora.

Hum, será que se o Pai do Céu quisesse nos colocar num Planeta pronto, teríamos como aprender? Não aprendemos fazendo? E fazer o quê, se tudo já fosse????

Esse seu texto me fez lembrar de uma época que eu não compreendia assim. Achava que as coisas desagradáveis que eu via eram INJUSTAS, sem perceber que era apenas uma questão de tempo de aprendizagem. Alguns estão aqui há mais tempo, outros vem com outras experiências, alguns tem um ritmo mais rápido para umas coisas, outros aprendem mais rápido outras. Mas estamos todos aprendendo, crescendo, porque evoluir vai além do nosso livre-arbítrio, aprender também.

Eu vinha descendo as escadas do Metrô, e um jovem jogou um papel no chão. Imediatamente um senhor logo atrás pegou o papel, e assim que passou perto da lixeira, jogou. Eu fiquei pasma, com aquela atitude. O senhor não disse nada, mas aquele aprendizado querido e amado amigo, me marcou para toda vida.

Saindo de um show, um garoto jogou uma lata de refrigerante no chão. Em outras épocas eu teria falado para o garoto, mas eu já tinha aprendido com o tal senhor que nunca mais eu vi. Imediatamente peguei a tal lata, e joguei no lixo. Sim, o moço viu, a turma que estava com ele viu, e sei que essa atitude foi mais importante do que as confusões que eu armava. E mais, foi a minha aceitação que o rapaz podia ainda não ter aprendido isso, e não juga-lo, por uma atitude inconsequente, que me fez perceber que a guerra, a luta, a briga externa, poderia ir diminuindo no mundo, se eu conseguisse faze-la diminuir comigo, internamente. Principalmente comigo mesma.

Há muitas atitudes que ainda não compreendo. Mas mesmo não compreendendo, querido, eu aceito, porque confio no Pai do Céu, nem sempre o que nos parece JUSTO é pedagógico. As vezes o espírito intensifica as experiências, quando não conseguimos perceber. Mas ele está falando conosco sempre, talvez a gente esqueça de perguntar: o que vc está querendo me ensinar com isso????

Beijocas no seu coração, e beijocas na muié muuuuuuuuito deliciosa, um ótimo DIA DOS VIVOS, para vcs,

com carinho,

Elô

be disse...

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