sábado, novembro 19, 2005

Ao Pai com carinho

Ontem, pela primeira vez na vida, vi sua voz chorando.

Sua alegria habitual deu lugar a uma melancolia; o milagre do teu sorriso foi substituído por um lamento; sua voz risonha deu lugar a um grito de revolta por você não poder biologicamente ser pai.

Amigo, aprendi que ser pai é muito mais que biologia e química; ser pai é querer passar adiante tudo aquilo que há de bom dentro da gente. Lembra quando você me disse que se sentia um pouco pai ao assistir desenho dublado e jogar bola com os seus sobrinhos? Ser pai é um pouquinho disso.

É aprender a amar incondicionalmente. É devolver a bola que quebrou a janela porque já fomos filhos e tivemos as nossas bolas de futebol rasgadas por adultos que se esqueceram que já foram meninos.

Eu sei que para quem esta de fora é fácil dar palpite, mas medita nisso: o fato de você não poder gerar um filho, não significa que você não possa ser pai.

Ser pai é não ter medo da palavra “adotivo”. É lembrar que milhares de crianças foram biologicamente geradas e fisicamente abandonadas. É lembrar que elas anseiam pela chance de serem cuidadas; pois quem tem fome de família, não liga se pai é padrinho.

Você já ouviu falar por ai que mãe não é quem coloca filho no mundo, não é? Então acrescento, ser pai não é apenas gerar uma criança; ser pai é aprender a amar esses pequeninos que precisam tanto desse amor adotivo.

Certa vez me perguntei por que Deus permitia que tantas crianças fossem abandonadas no mundo; ontem você me deu a resposta e espero que a tenha também percebido e não tenha desistido do seu sonho de ser pai, que é dos sonhos, o mais bonito.

Frank
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